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Loa loa é um nemátode parasita que tem como hospedeiros diversos animais, entre os quais os Homens, os hipopótamos e algumas famílias de moscas. Contudo, o estádio em que estes nemátodes se encontra varia de hospedeiro para hospedeiro, pelo que as moscas – em especial as do género Chrysops – são o vector mais comum que infecta o Homem. Um nome comum dado às moscas que transmitem este parasita é “moscas mango”.
O vector deste parasita habita em florestas húmidas apenas no continente africano. Têm hábitos diurnos, bem como o parasita, factores que conjugados permitem a sua transmissão.
Estas moscas são hematófagos, isto é, alimentam-se de sangue, o que explica a razão pela qual picam os humanos. Se estas moscas estiverem infectadas com o nemátode, ao picarem um ser humano (por exemplo, poderiam picar outro animal; para facilitar as coisas, vamos pensar que todo o processo ocorre num humano) o nemátode conseguirá entrar no organismo humano através da ferida, infectando-o.
O período de incubação da larva dura, em média, um ano, durante o qual sofre maturação. Estas larvas sofrem a maturação normalmente em tecidos subcutâneos, sendo comum penetrarem nos tecidos subcutâneos do globo ocular, sendo por isso que a doença causada pela infecção deste nemátode conhecida como “verme do olho africano”.
Quando atingem o estado adulto, os vermes reproduzem-se, dando origem a microfilarias. As microfilarias são um estádio da vida de numerosos parasitas, que infectam o vector do parasita (as moscas mango, neste caso).
O parasita continua o seu ciclo caso o hospedeiro seja mordido por uma mosca mango que não esteja infectada com o parasita que, a partir do momento em que pica o humano infectada, será portadora de microfilarias do Loa loa, que sofrem maturação no seu hemocélio, até se tornarem capazes de infectarem um novo ser humano.
Estes vermes causam uma doença, como já foi dito, conhecida por verme do olho africano, apesar de ser igualmente conhecida por loíase, e por outros nomes.
Apesar de os infectados poderem estar infectados sem terem qualquer sintoma, alguns sintomas podem ser indicação de que se sofre da infecção, tais como prurido ou aumento do tamanho dos gânglios linfáticos. Uma vez que durante o período nocturno estes vermes costumam migrar para os pulmões dos hospedeiros, também é possível encontrar casos onde a tosse seja um sintoma. Caso o parasita migre para o globo ocular, os sintomas tornam-se muito mais violentos, incluindo congestão, prurido e dor. Contudo, a maior parte das infecções é assintomática, pelo menos durante algum tempo, devendo ser feitas análises sanguíneas para despistar a infecção, uma vez que a presença de um elevado número de eosinófilos pode ser indicativo da presença do verme Loa loa no organismo.
Estima-se que, em 2009, cerca de 12 a 13 milhões de pessoas foram infectadas com o verme.
O tratamento para esta doença recorre à quimioterapia e, em alguns casos, à remoção cirúrgica do verme.

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